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Entenda o papel do farmacêutico na promoção da saúde mental

O profissional de farmácia conta com uma ampla atuação no mercado de trabalho getty images A saúde mental deixou de ser um tema restrito aos consultórios d...

Entenda o papel do farmacêutico na promoção da saúde mental
Entenda o papel do farmacêutico na promoção da saúde mental (Foto: Reprodução)

O profissional de farmácia conta com uma ampla atuação no mercado de trabalho getty images A saúde mental deixou de ser um tema restrito aos consultórios de psicologia e psiquiatria para ocupar um espaço central nas discussões sobre saúde pública, qualidade de vida e bem-estar social. Nesse contexto, o farmacêutico se destaca como um profissional estratégico, cuja atuação transcende a simples dispensação de medicamentos, englobando cuidado clínico, orientação, pesquisa, vigilância e envolvimento em políticas públicas. Essa é a perspectiva defendida pelo farmacêutico Igor Gomes de Araújo, egresso do curso de Farmácia da Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz . Ele construiu uma trajetória profissional que dialoga diretamente com a formação recebida e com os desafios contemporâneos da saúde mental, tema que vem sendo debatido de forma crescente, inclusive nos espaços de formação. Ao falar sobre saúde mental, Igor reforça que o cuidado não pode ser reduzido a uma única abordagem. Para ele, o tratamento envolve tanto processos psicoterapêuticos quanto, em muitos casos, intervenções medicamentosas que precisam ser conduzidas de forma responsável, individualizada e integrada. Assim, a farmacologia ocupa um lugar essencial, mas nunca isolado das demais dimensões do cuidado. Medicamento como parte de um cuidado integral A associação entre saúde mental e acompanhamento psicológico é comum e necessária. No entanto, em quadros moderados ou graves, o uso de medicamentos se torna fundamental para viabilizar o tratamento e reduzir o sofrimento psíquico. Igor destaca que o papel da farmacologia precisa ser compreendido dentro de um conjunto mais amplo de intervenções. “A farmacologia tem um papel fundamental no cuidado integral em saúde mental, desde que compreendida como parte de um conjunto de intervenções, e não como uma solução isolada”, afirma Igor Gomes. Segundo o farmacêutico, os medicamentos podem ajudar a estabilizar o humor, regular o sono, controlar a ansiedade e reduzir sintomas intensos, criando condições para que o paciente consiga se engajar de forma mais efetiva em outros aspectos do tratamento, como a psicoterapia e mudanças no estilo de vida. Igor Gomes, farmacêutico formado pela Unifor arquivo pessoal Ainda assim, Igor faz questão de reforçar que o uso de psicofármacos não deve ser encarado como um atalho ou um substituto do acompanhamento psicológico, “mas como um recurso terapêutico que, quando bem indicado e monitorado, pode aliviar o sofrimento psíquico e prevenir agravamentos”. Para isso, é indispensável que haja responsabilidade, escuta qualificada e avaliação contínua, respeitando a singularidade de cada paciente e seus contextos sociais, emocionais e biológicos. “O tratamento mais eficaz é aquele que combina ciência, vínculo terapêutico e uma compreensão ampla do sujeito, indo além do sintoma e promovendo qualidade de vida e autonomia”, explica o doutorando em Biotecnologia em Saúde. Essa visão amplia o entendimento sobre a saúde mental e reforça a importância do farmacêutico como um profissional que atua de forma integrada, humanizada e centrada na pessoa. O farmacêutico no atendimento, na prevenção e na orientação Quando se fala em medicamentos, a prescrição médica é apenas uma parte do processo. A eficácia e a segurança do tratamento dependem, em grande medida, do acompanhamento adequado do uso desses fármacos, e é nesse momento que o farmacêutico desempenha um papel fundamental. Igor Gomes esclarece que a atuação desse profissional abrange muito mais do que a simples entrega de medicamentos ao paciente. Ele ressalta que o farmacêutico orienta sobre posologia, horários, duração do tratamento e adesão terapêutica, ajudando o paciente a compreender por que e como aquele medicamento deve ser utilizado. Além disso, destaca que “o farmacêutico é um profissional-chave na identificação e prevenção de problemas relacionados a medicamentos, como interações medicamentosas, efeitos adversos, uso inadequado ou interrupção precoce do tratamento”, situações bastante comuns no contexto da saúde mental. O farmacêutico contribui para diminuir o estigma em relação aos psicofármacos, orientando os pacientes e reforçando a adesão ao tratamento, além de monitorar a resposta terapêutica em colaboração com a equipe multiprofissional por meio da escuta e do acolhimento. O cuidado farmacêutico se torna ainda mais crucial quando há uso concomitante de múltiplos medicamentos, uma vez que as interações podem afetar a eficácia do tratamento e elevar os riscos, como efeitos colaterais e danos à saúde do paciente. Para prevenir riscos, o farmacêutico avalia toda a farmacoterapia do paciente, orienta ajustes no uso dos medicamentos e articula, quando necessário, a reavaliação do tratamento com a equipe de saúde. + SAIBA MAIS | O que faz um farmacêutico? Conheça as possibilidades de atuação profissional Pesquisa, vigilância e políticas públicas: atuação que transcende o consultório A atuação do farmacêutico em saúde mental não se limita a uma conversa com o paciente. Igor Gomes destaca que esse profissional também contribui de forma decisiva em áreas como: gestão vigilância em saúde, educação, pesquisa científica. Uma das pesquisas do egresso da Unifor, inclusive, integra a interface entre ciência, cuidado e saúde mental. Com repercussão nacional, outro estudo seu resultou no desenvolvimento de um dermocosmético voltado ao tratamento da psoríase — doença crônica marcada por lesões cutâneas visíveis e frequentemente associada a sofrimento psicológico, baixa autoestima, ansiedade e isolamento social. Embora a tecnologia farmacêutica não atue diretamente sobre o sistema nervoso central ou transtornos mentais, a cicatrização das lesões e a melhora da aparência da pele contribuem de forma significativa para o bem-estar emocional dos pacientes, evidenciando como a inovação em saúde pode impactar positivamente a saúde mental de maneira indireta. Outra linha de pesquisa desenvolvida por Igor, que integra sua tese de doutorado, investigou o efeito ansiolítico de um composto natural utilizando o modelo experimental zebrafish, contribuindo para a avaliação de novas moléculas com potencial terapêutico. Uma das atuações do farmacêutico é a orientação sobre o uso adequado de medicamentos getty images Na saúde pública, o farmacêutico pode atuar na atenção primária, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e em secretarias de saúde, colaborando na organização da assistência farmacêutica e na construção de protocolos que garantam acesso seguro e contínuo aos medicamentos. Já na vigilância farmacêutica, o papel é estratégico. O acompanhamento de reações adversas, o monitoramento do consumo de psicotrópicos e a identificação de padrões de uso inadequado permitem decisões mais qualificadas e a prevenção de danos em nível populacional. Além disso, a fiscalização da produção, distribuição e dispensação de medicamentos controlados ajuda a evitar o uso indevido, a automedicação e o acesso irregular. Igor também chama atenção para o papel educativo do farmacêutico, que pode atuar em escolas, universidades, empresas e comunidades, promovendo informações de qualidade sobre uso racional de medicamentos, prevenção do sofrimento psíquico e redução do estigma em torno da saúde mental. “Ao ocupar diferentes espaços, da gestão à educação, da vigilância à pesquisa, o farmacêutico se torna um agente estratégico na promoção da saúde mental, atuando de forma preventiva, integrada e comprometida com o bem-estar da população”, reforça o farmacêutico. Formação de excelência como diferencial no mercado de trabalho Com o aumento do debate sobre saúde mental, o mercado de trabalho para o farmacêutico vem se expandindo de forma significativa. Igor avalia que essa é uma das áreas mais promissoras da profissão atualmente, com oportunidades em contextos clínicos, assistenciais, educacionais e de gestão. Há demanda crescente por farmacêuticos em: equipes multiprofissionais, hospitais, unidades básicas de saúde, CAPS, atenção domiciliar, serviços de telemedicina e tele farmácia. O egresso do curso de Farmácia da Unifor destaca ainda a ampliação de oportunidades em pesquisa, desenvolvimento de tecnologias de cuidado, gestão de políticas públicas e educação em saúde. Um tema que ganha relevância nesse cenário é o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que exige abordagens integradas e individualizadas, nas quais o farmacêutico pode contribuir tanto na gestão farmacoterapêutica quanto na orientação às famílias e redes de cuidado. Para Igor, a formação recebida na Unifor foi decisiva para sua trajetória profissional. Ele afirma que a graduação ofereceu uma base sólida em farmacologia, clínica, pesquisa e gestão, além de contar com infraestrutura moderna e um corpo docente qualificado. Esses diferenciais, segundo ele, permitiram compreender a saúde mental como uma área transversal, que envolve atenção, prevenção e promoção do bem-estar. “Meu conselho para os estudantes de Farmácia que desejam atuar na área de saúde mental é buscar uma formação sólida, mas sempre com olhar integrado e humanizado. É fundamental compreender que a saúde mental vai muito além do medicamento, envolve escuta e atenção ao paciente”, orienta Igor. Com uma atuação que combina ciência, cuidado e responsabilidade social, o farmacêutico se estabelece como um agente fundamental na promoção de uma saúde mental mais segura, ética e centrada no indivíduo, um papel que se torna cada vez mais imprescindível diante dos desafios atuais da sociedade. Estude na Unifor e seja destaque no mercado de trabalho Chegou o momento de avançar com confiança em um campus que aproxima você de experiências internacionais e horizontes globais. 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